Manual de Instruções para a vida

31/01/2009

Um video bem elaborado falando dos valores impostos pela sociedade. Vale a pena assistir.

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Tirei do site saindo da matrix


O poder da mídia – Por: Afonso do Carmo

31/01/2009

O poder da mídia

Por: Afonso do Carmo

O poder da mídia para imbecilizar o cidadão é inquestionável. É notória sua capacidade para levar populações inteiras do ridículo ao absurdo sem que elas sequer percebam isso. A publicidade manipula e seduz, transformando o indivíduo em consumidor passivo de tudo aquilo que de maneira atraente e dissimulada lhe é imposto. Consumir virou sinônimo de status e de felicidade. Desse modo, a sociedade é dividida e classificada em dois blocos: os incluídos e os excluídos, ou seja, os que têm poder econômico para consumir e os que não têm.

A mídia, de modo geral, deixou há muito de representar um instrumento imparcial de divulgação de informações e fatos.

Passou a ser uma poderosa formadora de opiniões, agindo exclusivamente segundo aquilo que possa trazer aos seus donos maiores retornos financeiros. O marketing empresarial, através da mídia, conseguiu a perfeição na arte de incutir na mente das pessoas necessidades que elas não têm. Para isso conta com outra poderosa aliada: a psicologia empresarial. O profissional do marketing doura a pílula, e o psicólogo encontra as brechas na psique coletiva para induzir a massa a devorá-la. Era de se esperar que não fosse assim.

Era de se esperar que aqueles que estudam e adquirem conhecimentos fossem diferentes. Mas o aporte de conhecimentos não muda comportamentos. As escolas que formam os profissionais da propaganda não fornecem aos seus alunos os necessários conceitos éticos de honestidade e integridade moral. Limitam-se a fazer com que eles se atenham exclusivamente à função de gerar lucros. Salvo exceções, os profissionais da comunicação de massa, tanto quanto os psicólogos que atuam no ramo, não têm consciência nem visão analítica para concluir que os atuais mecanismos de mercado estão conduzindo a economia mundial para crises permanentes e incontroláveis. O sistema já apresenta sinais claros de esgotamento. Mas o óbvio, por dispensar demonstrações, é difícil de ser percebido.

Quando idealizou o modelo capitalista de produção, Adam Smith pensou ter criado um sistema perfeito. Um sistema econômico que encontraria seu auto-equilíbrio pela ação de uma “mão invisível”. Mas Adam Smith era mais um filósofo do que um economista. Sua postura filosófica positivista de credulidade levou-o a não acrescentar à lógica do seu sistema variáveis como a avareza, a ganância e o egoísmo, que a priori caracterizam a natureza humana.

Assim, o que sobreveio foi exatamente o oposto do esperado. O sistema capitalista não se auto-equilibra e, portanto, não é funcional. É totalmente contrário ao aspecto subjetivo e luminoso da natureza humana, e condizente justamente com seu lado obscuro e negativo. A lógica do sistema fomenta a valorização e o acúmulo de bens materiais, em detrimento dos valores anímicos da espécie.

O que mantém o equilíbrio de qualquer sistema é a interação harmoniosa entre seus elementos internos, bem como a troca de energia com o ambiente externo. A energia do sistema capitalista é o capital, representado por seu símbolo mais característico: o dinheiro. Longe de promover o fluxo equilibrado do capital – a energia -, o mecanismo do sistema atua de modo a promover sua concentração interna e a retirada, de maneira insustentável, da energia do ambiente. O sistema suga muito mais energia do ambiente do que devolve. Em longo prazo, essa descompensação energética trará resultados imprevisíveis e catastróficos.

O modelo capitalista de produção tem pouco mais de duzentos anos. Considerado em escala histórica, esse período é insignificante. Apesar de sua curta existência, os pontos de concentração da energia, progressiva e aceleradamente, vão gerando o desequilíbrio em toda a estrutura do sistema. Os demais elementos internos que estão carentes de equilíbrio, para não sucumbirem, se ligam aos pontos de concentração, que aproveitam a oportunidade para subtrair-lhes ainda mais energia, mantendo-os, contudo, ativos e semiconscientes, de modo a que possam manter contínuo o fluxo do processo. A energia, que é apenas um meio, passa a ser um fim em si mesma. E aí reside toda a desgraça. A coisa toda funciona à semelhança de um bando de predadores vorazes que estão se empanturrando até à indigestão. Um dia, seus estômagos dilatados e exauridos irão explodir e varrer tudo aquilo que estiver a sua volta. O sistema se auto-aniquilará pela própria ganância.

A dignidade humana precisa ser urgentemente resgatada.

O que diferencia o homem de um animal estúpido não é a racionalidade nem o volume de conhecimentos que detém, mas a nobreza de seus propósitos. A mídia e a parceira psicologia estão dispostas a vender a alma e a se render ao fascínio capitalista, à lógica do lucro a qualquer custo.

A questão central não é, e nem nunca foi, se os meios utilizados são lícitos ou ilícitos, mas a maquiavélica suposição de que “os fins justificam os meios”. A realidade se resume ao dinheiro, à sede de glória e poder, ao esvaziamento de sentido. O tempo e a contumácia geram o hábito, e o hábito produz a cegueira. A apregoada liberdade capitalista, não devidamente conduzida, levou ao esfacelamento da razão. E ainda há psicólogos escritores que são suficientemente insensatos para tecerem em seus livros comentários irônicos a respeito de conceitos universais da Filosofia, quando a Filosofia aparenta ser a única ciência que ainda não se rendeu ao fascínio capitalista.

A psicologia usada em favor da propaganda perde sua neutralidade científica para compactuar com os mecanismos de mercado que geram o caos social. Assim, quando usa seus conhecimentos em favor da mídia capitalista, o psicólogo esbarra nas sutilezas incômodas da ética. Justificando-se, afirma que os meios de comunicação de massa não possuem o controle absoluto da subjetividade humana.

ontudo, sabemos que uma das funções – bem-sucedida – do marketing é a de convencer as massas de necessidades que, a rigor, elas não têm. Tem sido assim desde sempre. Desse modo, o domínio absoluto da subjetividade humana pelo sistema, em cada etapa do processo, é só uma questão de tempo. Quando a sociedade resiste às investidas de uma propaganda, só o faz porque alguma outra chegou antes e o espaço mental dos consumidores potenciais já está tomado. Trata-se de um círculo vicioso do qual o psicólogo só teria pleno e real conhecimento se recorresse à luz ampla da Filosofia. Da mesma Filosofia que ironiza. A justificativa do psicólogo é, pois, tão inútil e inconsistente como perfeitamente alinhada aos objetivos do sistema ao qual se dedica a servir.

O fluxo do sistema capitalista, para dominar e explorar a massa, usa a tática da necessidade-satisfação-necessidade.

Quando o marketing divulga um produto no mercado, já sabe de antemão qual será o seu sucessor. As fábricas de automóveis são seus exemplos mais evidentes. A suposta necessidade, uma vez satisfeita, gera o vazio que induz a uma nova pseudo-necessidade. A libertação desse processo contumaz só seria possível pelo uso do intelecto alinhado à Filosofia. Mas a massa perdeu o hábito de pensar e principalmente o de se auto-avaliar. A ignorância e a miséria de conteúdos também podem, e são, negociadas pela mídia. Basta olhar para os programas de maior sucesso da TV.

Aliás, trata-se aqui das outras frentes da mídia que cuidam para que sociedade continue assim: ignorante e burra. Sufocado e tolhido pelo materialismo exacerbado e pelo brilho das aparências, o intelecto coletivo apodrece. O mau-cheiro da podridão, contudo, não é percebido, disfarçado que é pela vasta perfumaria livremente oferecida pela mídia voraz.

Não fosse pela triste e perigosa corrupção capitalista, a função mais nobre da psicologia haveria de ser a de descobrir meios eficazes que educassem a sociedade e a preparassem para resistir às artimanhas publicitárias. Artimanhas como criar em torno de um produto uma realidade que o seu consumidor jamais poderá vivenciar, mas que, inconscientemente esperançoso dela, vincula tal realidade ao produto oferecido e o compra.

Penso que a psicologia, assim como a educação, o sacerdócio, a política, a medicina, antes de serem meios de enriquecimento, representam as mais sublimes missões delegadas a seres humanos. Aqueles que optam por se dedicarem a estas atividades devem avaliar até onde estão dispostos a agirem como transformadores do mundo ou meros agentes de acumulação de riquezas. Se optarem pelo enriquecimento, devem se dedicar a outros ramos de atividades.

Ninguém os condenará por isso. E a humanidade ainda lhes será profundamente grata pela magnanimidade e nobreza de seu gesto, ao se absterem de tornar o exercício da existência muito mais cruel e desumano do que, por si só, ele já o é.

Afonso do Carmo – Guaxupé – MG

Fonte: http://www.cuidardoser.com.br/o-poder-da-midia.htm


Zimbábue vive um caos humanitário entre a cólera e a falta de alimentos

30/01/2009
GENEBRA (AFP) — Os últimos dados divulgados por organizações internacionais evidenciam a dramática situação humanitária vivida pelo Zimbábue, cuja economia sofre de um marasmo total desde 2000 e atualmente está marcada por uma queda total de sua produção, uma inflação que chega a porcentagem de milhões e um desemprego que afeta 94% da população.Mais de 60.000 casos de cólera foram diagnosticados dsesde o início da epidemia no Zimbábue em agosto passado, anunciou nesta sexta-feira, em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No total, a epidemia já matou 3.161 pessoas.

O informe foi descrito como a pior situação já registrada na região pelas organizações humanitárias.

“A cólera está fora de controle e isso não mudará num futuro próximo”, alerta a organização.

A estação das chuvas favorece a transmissão da doença pelo acúmulo de água suja. A OMS considera que a metade dos 12 milhões de habitantes corre o risco de contrair a doença.

A epidemia já se estendeu aos países vizinhos, principalmente à África do Sul, onde 2.600 pessoas contraíram a doença e 31 morreram.

Além disso, a falta de alimentos no país também preocupa as organizações internacionais.

Na véspera, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou que cerca de 7 dos 13 milhões de habitantes do Zimbábue precisa de ajuda humanitária para sobreviver até a próxima colheita, em abril.

Essa cifra supõe um aumento de 35% em relação à estimativa do ano passado.

“A situação se deteriorou desde nossa última estimativa, que foi de 5,1 milhões de pessoas carentes de ajuda alimentar. Além disso, a situação se degrada a uma velocidade que não estava prevista”, afirmou o porta-voz do PMA para África austral, Richard Lee.

O PMA prevê distribuir ajuda a esses 5,1 milhões de pessoas, enquanto outras organizações se dispuseram a doar comida para 1,8 milhão de habitantes até abril, acrescentou.

Mas a organização se verá obrigada a dividir pela metade as rações de cereais, ou seja, cinco quilos por pessoa e por mês para poder atender a todos que têm fome no país.

Inicialmente estas porções eram de 12 kg foram reduzidas para 10 kg e agora o serão pela metade. Além de cereais, são distribuídos feijões e óleo para cozinhar.

O setor agrícola do Zimbábue, que antes fornecia cereais à região, agora está completamente desorganizado por uma reforma agrária feita de maneira precipitada e violenta em 2000, que obrigou a partida do país de mais de 4.000 fazendeiros brancos.

O conflito político impossibilita a organização interna. Na segunda-feira, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) inaugurou em Pretória uma reunião extraordinária sobre a crise política no Zimbábue.

Sete chefes de Estado (Zimbábue, África do Sul, Botsuana, Moçambique, Zâmbia, Namíbia e Tanzânia) e representantes de outros países da SADC começaram a discutir a portas fechadas a situação do Zimbábue.

A SADC tenta novamente obter um acordo entre o presidente zimbabuano Robert Mugabe e a oposição, que não conseguem aplicar um acordo de divisão de poder assinado em 15 de setembro.

O líder da oposição do país, Morgan Tsvangirai, e o presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, se reuniram antes do encontro multilateral.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g5WQTRCujMGvJcmDIHtfBDYH_f0A


Ufólogos começam a investigar o caso da explosão de Tok no Alasca

28/01/2009

Por Rena Delbridge
Tradução: Milton Dino Frank Junior

Fonte: Fairbank News

Tok , Alasca, EUA.

O objeto misterioso que caiu em Tok no dia 29 de dezembro de 2008, e que chamou a atenção da cidade inteira com um estrondo enorme, também foi visto de longe, e temos inclusive notícias de pessoas que viram o objeto na cidade de Healy.

Enquanto os funcionários do governo disseram que o objeto seria possivelmente um meteoro, pelo menos uma das testemunhas informou o fato para o Centro Nacional de Objetos Voadores Não identificado em Washington, e muitos outros habitantes de Tok, relataram histórias semelhantes de estranhos objetos ocorridas em anos passados.

Várias pessoas de Tok informaram o estrondo misterioso que escutaram, logo após às 15h:00min do dia 29 de dezembro de 2008. A polícia também recebeu vários telefonemas, e informou que o incidente como sendo um meteoro confirmado pela Administração Federal de Aviação em Fairbanks.

Desde então, outros moradores informaram que também viram um objeto luminoso numa trajetória rumo ao nordeste perto da cidade no mesmo horário em que o fato aconteceu, mas em locais distantes.

Tony Mueller da cidade de Healy estava dirigindo próximo a Rodovia Parks quando viu uma luz intensa que parecia explodir.

“Fiquei pasmo porque tudo ficou tão claro quanto a luz do dia,” explicou Tony.

O clarão foi tão rápido que ele não conseguiu definir o local onde este de fato aconteceu.

“Simplesmente apareceu do nada, e foi assustador,” contou Tony.

Outras pessoas revelaram que testemunharam um objeto voador com uma luz intensa e outra que piscava na mesma hora que o incidente aconteceu, mas desta vez as testemunhas estavam na Rodovia Elliott que fica a 25 Km de Fairbanks, e aproximadamente a 5 Km de Healy.

Um homem que estava removendo a neve das estradas à aproximadamente 48 Km de Tok viu um rastro de vapor estranho que deu várias voltas pelo céu, de acordo com um relatório do Centro Nacional de Relatos de OVNIs. Quando ele percebeu o objeto, ele passou a olhar para o céu, e escutou um estrondo enorme. “Parecia um foguete ou jato que tinha perdido o seu controle”, afirmou a testemunha. Depois ele correu para sua casa e pediu à sua esposa testemunhar também aquele rastro de vapor que estava visível e se dissipando lentamente pelo ar.

Peter Davenport, diretor do NUFORC, que estuda ufologia há 14 anos disse que é muito difícil de se dizer qual o fenômeno que ocorreu no Alasca sem ter testemunhado o evento, ele ainda confirmou que a hipótese extraterrestre ainda não pode ser descartada neste caso.

“Não posso dizer que um OVNI legítimo deixa ou não qualquer rastro de fumaça atrás dele, mas pela minha experiência, é uma ocorrência muito rara,” explicou Davenport.

“Avistamentos de OVNIs não são raros, temos mais de 59.000 relatórios de OVNIs armazenados na nossa página na Internet,” explicou Davenport.

“Certamente estamos sendo visitados pelos OVNIs, mas não sabemos com que freqüência,” continuou Davenport.

“Quanto maior a quantidade de relatos ufológicos maior é a possibilidade da presença extraterrestre na Terra, e pelo menos algumas testemunhas que viram um OVNI sentem vontade de contar o incidente,” afirmou o diretor do NUFORC.

Davenport solicitou para as testemunhas deste fato registrarem seus relatos em sua página da Internet. “Quanto mais informações tivermos melhor será para as nossas pesquisas, já que muito poucas testemunhas que vêem um OVNI estão dispostas falar.”

“A chave para minha pesquisa está no relato da testemunha,” Davenport estima que apenas um em dez mil americanos que vêem um OVNI tem a coragem de relatar.

“É muito estressante, as pessoas pensam que OVNIs são incomuns, mas tenho que dizer que na realidade não são. Os seres humanos são muito mais estranhos do que os extraterrestres ou do que os OVNIs,” finalizou Davenport.

Tony Delia não está preparado para dizer que ele viu um OVNI. Simplesmente ele não tem certeza se os objetos que iluminaram o céu a 50 milhas do sul de Tok eram meteoros ou satélites perdidos.

Ele estava em sua casa lavando alguns pratos quando sua filha saiu para filmar a decoração de natal do seu caminhão. Momentos depois, ela chamou o seu pai.

“Ela apontou para o céu, e nós vimos estas bolas enormes de fogo com cores diferentes,” ele descreveu.

Mais de 20 pessoas que moram na aldeia de Mentasta sairam de casa para observar o que estava brilhando no céu noturno do Alasca. Eram nove objetos de vários tamanhos e cor que estavam sobre as montanhas a nordeste pairando numa formação irregular.

“A aldeia inteira nunca deu tanta atenção a um fato como este,” Delia refletiu. “Nunca vi uma coisa como esta. Já vi meteoros e satélites. Não quero dizer que vi OVNIs, porque não sei. Acredito que existe algo que nós não sabemos ainda no universo. Simplesmente, não podemos explicar.”


Fotos de OVNIS incontestáveis até hoje.

28/01/2009

FOTOS DE ALMIRO BARAÚNA – CASO TRINDADE – 1958

FOTO DE PAUL TRENT – OREGON – EUA – 1950

FOTO DE REX HEFLIN – EUA 1965

LAGO DE COTE – COSTA RICA – 1971

FONTE


Ovni na posse de Barack Obama o que será?

27/01/2009

O zum zum da internet, é uma filmagem feita pela CNN , que mostra uma “mancha” preta passando perto do obelisco na posse de Obama. Ai fica a dúvida ovni?Pássaro? Super Man?

O que vocês acham?? Olhem a filmagem:

Comentem!


O pior da crise ainda está por vir, diz o economista Nouriel Roubini

27/01/2009

Portal EXAME A crise financeira mundial é apenas a ante-sala de um cenário bem mais sombrio, composto por recessão econômica e deflação. E, para o economista americano Nouriel Roubini, que se tornou célebre por antever a eclosão da atual turbulência, o mundo está prestes a mergulhar nele. “O pior não passou: 2009 será um doloroso ano de recessão global, deflação e falências. Somente ações políticas muito agressivas e coordenadas vão assegurar que a economia mundial se recupere em 2010, em vez de enfrentar uma prolongada estagnação e inflação”, afirmou Roubini em um artigo publicado pelo jornal britânico Financial Times.

Segundo Roubini, os Estados Unidos e o mundo correm um risco real de cair em uma “estagdeflação”, considerada “mortal”. O economista afirma que uma recessão global severa trará pressionará os preços para baixo. Por um lado, as empresas serão obrigadas a reduzir os preços para escoar os estoques. Por outro, o aumento do desemprego conterá os custos trabalhistas e os reajustes salariais. Ao mesmo tempo, as commodities em queda também contribuirão para segurar a inflação. “Por isso, a inflação nas economias avançadas cairá para cerca de 1%, o que desperta preocupações sobre a deflação”, afirmou Roubini no artigo.

Para o economista, a deflação colocaria uma série de armadilhas no caminho da recuperação mundial. Como a taxa nominal de juros não pode ser negativa, a política monetária perderia sua eficiência. Roubini afirma que a perda de eficiência já começa a ser sentida no campo da liquidez financeira. O banco central americano cortou a taxa de juros para 1% ao ano, mas o efeito sobre o sistema “é próximo de zero”, segundo o artigo. Roubini prevê que, em 2009, a taxa nominal americana caia para 0%.

Nesse cenário, a deflação indicaria que o custo real de capital ainda é alto, apesar das taxas nominais próximas de zero. Isso levaria a um círculo vicioso: novos cortes de empregos e de renda acarretarão mais queda na demanda e nos preços, alimentando a deflação. Outro problema é que, com os preços em queda, o valor real das dívidas nominais sobe, o que aprofunda o risco de solvência das empresas e dos mutuários.

Com a política monetária tradicional sem capacidade de funcionar, Roubini afirma que opções heterodoxas devem ser usadas, como uma provisão maciça de liquidez para as instituições financeiras, a fim de conter a crise de liquidez e reduzir os spreads do mercado; políticas fiscais de auxílio a investidores, banqueiros e tomadores de crédito. Roubini destaca que medidas ainda mais “loucas” tornam-se necessárias para reduzir o crescente spread entre as taxas de longo prazo dos títulos públicos e as praticadas pela política monetária.

Tradicionalmente, os bancos centrais são os provedores de recursos de última instância, mas, segundo o economista, essas instituições estão se tornando os provedores de primeira e, às vezes, de única instância, já que os demais agentes financeiros não estão mais emprestando dinheiro. Roubini lembra que o sistema financeiro mundial já perdeu cerca de 2 trilhões de dólares com a crise. Por isso, o economista afirma que as autoridades devem agir rapidamente para evitar que o rombo se transforme em uma necessidade ainda maior de injeção de recursos.

Para ele, nos próximos meses, o fluxo de notícias econômica e corporativas “será bem pior que o esperado”. Roubini prevê que a crise de crédito vai se aprofundar, devido ao processo de desalavancagem dos fundos de hedge e de outros agentes que operavam com níveis de endividamento bem agressivos, e que agora são forçados a desfazer posições e pressionam ainda mais os preços dos ativos no mercado. Essa queda geraria um efeito-cascata, arrastando outras instituições para a insolvência e jogando os mercados emergentes no meio da crise.