Disputa entre China e EUA é considerada pior em 8 anos

10/03/2009

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A disputa entre China e Estados Unidos após acusações de que navios chineses teriam perseguido uma embarcação naval norte-americana é a pior entre os dois países desde a detenção em 2001 de um avião de espionagem dos EUA, com seus tripulantes, disse na terça-feira o diretor de inteligência dos EUA.

Dennis Blair, Diretor Nacional de Inteligência dos EUA, disse que a China parece estar adotando uma postura “mais militarista e agressiva. É essa a tendência que estamos vendo”, disse ele ao comitê do Senado para as Forças Armadas.

Ainda não está claro, disse Blair, se a China está usando seu poderio militar crescente “para o bem ou para pressionar”.

Seus comentários foram feitos um dia depois de os Estados Unidos acusarem a China de incomodar um navio norte-americano de vistoria naval, o USNS Impeccable, em águas internacionais ao largo da ilha de Hainan, uma base estratégica crucial a partir da qual a China projeta poder militar no Mar do Sul da China.

A China rejeitou a acusação e declarou que os EUA de violaram as leis chinesas relativas a suas disputadas zonas econômicas exclusivas.

Dennis Blair descreveu o incidente como “o mais sério” desde que um avião militar chinês colidiu com um avião de vigilância eletrônica dos EUA, também ao largo de Hainan, em abril de 2001, nos primeiros meses da presidência de George W. Bush.

Um piloto chinês morreu, e o avião norte-americano fez um pouso de emergência na ilha. A tripulação foi libertada dez dias depois, e o avião também foi devolvido mais tarde.

O diretor da Agência de Inteligência de Defesa, general Michael Maples, disse ao comitê do Senado que a China vem fortalecendo sua capacidade de conduzir operações militares em áreas periféricas “em seus próprios termos” e adquirindo da Rússia equipamentos de defesa aérea sofisticados que vão ampliar suas capacidades em muito.

“Ela está construindo e usando sistemas de armas sofisticados e testando novas doutrinas que acredita que lhe permitirão prevalecer em conflitos regionais e também combater as vantagens militares tradicionais dos EUA”, afirmou Maples.

Fonte: Reuters


Obama anuncia fim de operações de combate no Iraque em 2010

28/02/2009

                                                  Por Ross Colvin e Jeff Mason

 QUARTEL CAMP LEJEUNE, EUA (Reuters) – O presidente Barack Obama anunciou na sexta-feira a retirada das forças de combate do Iraque dentro de 18 meses, e apresentou uma nova estratégia que prioriza a diplomacia e o envolvimento com inimigos como Irã e Síria.

 

Encerrar a guerra do Iraque permitirá a Obama ampliar o contingente no Afeganistão, que ele declarou ser a frente principal na luta dos EUA contra o terrorismo. Ajudará também a controlar o explosivo déficit público, previsto neste ano para 1,3 trilhão de dólares.

 

“Estamos deixando o Iraque para o seu povo, e começamos o trabalho de acabar com esta guerra”, disse Obama, quase seis anos depois de as forças dos EUA derrubarem o regime de Saddam Hussein, numa busca por armas de destruição em massa que afinal não foram encontradas.

 

A guerra foi enormemente custosa para os EUA e marcou o governo de George W. Bush. Resultou na morte de 4.250 militares norte-americanos e abalou a imagem externa do país.

 

“Escolhi um cronograma que irá remover nossas brigadas de combate ao longo dos próximos 18 meses. Deixem-me dizer isso o mais claramente que eu puder: até 31 de agosto de 2010, nossa missão de combate no Iraque irá terminar”, disse Obama, diante de esparsos aplausos da plateia de cerca de 2.000 marines no quartel Camp Lejeune, na Carolina do Norte.

 

Obama disse que entre 35 mil e 50 mil soldados permanecerão no Iraque para treinar as forças locais, proteger os projetos civis de reconstrução e realizar operações limitadas de contraterrorismo.

 

Ele salientou a intenção de retirar todas as tropas até o final de 2011, conforme um acordo entre Washington e Bagdá no ano passado, e, dirigindo-se diretamente ao povo iraquiano, disse que os EUA “não reivindicam o seu território nem os seus recursos”.

 

O secretário de Defesa, Robert Gates, disse ser favorável a uma presença militar modesta dos EUA para ajudar as forças do Iraque, mesmo após 2011, desde que Bagdá solicite.

“Minha opinião é de que deveríamos estar preparados para ter uma presença modestíssima para treiná-los e ajudá-los com seu novo equipamento, e fornecendo talvez apoio de inteligência”, declarou ele a jornalistas.

 

Obama disse que Washington perseguirá uma estratégia diplomática regional, ajudará a reassentar milhões de iraquianos expulsos pela violência e tentará ajudar as lideranças locais a resolver questões políticas que dividem o país.

 

“Os Estados Unidos irão buscar um engajamento com princípios e sustentável com todas as nações da região, e isso incluirá Irã e Síria”, disse.

 

Washington acusa Irã e Síria de interferirem nos assuntos internos do Iraque, acusação que o governo local nega. O governo Bush tentou dialogar com o Irã sobre a estabilização do Iraque, mas acusações mútuas prejudicaram o processo.

 

Obama disse que a retirada de tropas passa “um claro sinal de que o futuro do Iraque agora está sob sua própria responsabilidade”.

 

“Não podemos sustentar indefinidamente um compromisso que sobrecarregou nossos militares e irá custar ao povo norte-americano quase 1 trilhão de dólares”, acrescentou.

 

(Reportagem adicional de Andy Gray, Thomas Ferraro, Susan Cornwell e Steve Holland)

Reuters


Entenda o confronto Israel x Palestina

10/01/2009

Montei um video ( apresentação), com o texto da G1 Globo, para explicar o Confronto de Israel x Palestina.

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Nota 1: Atualmente 10/01/09:  Já são 800 palestinos mortos

Aviação israelense espalha folhetos ameaçadores sobre Gaza

Ajuda Brasileira téra 8 toneladas de alimentos e 6 de remédios


Número de mortos em bombardeio de Israel contra a Faixa de Gaza sobe a 195

27/12/2008
https://i1.wp.com/images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/74/74/74/1310189.palestino_ferido_em_area_atacada_por_israel_gaza_mundo_280_419.jpg
queremospazpj2012sequaz
Atualizando:

Ataques em Gaza
Mortos passam de 400
+ de 2000 Pessoas Feridas
40% feridos são civis

Esperamos que isso acabe logo
FT: AE Agencia Estado
01/01/2009
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27/12/08
Em resposta, Hamas lançou foguetes contra Israel, matando 1 e ferindo 4.
Ministro israelense da Defesa disse que ‘chegou a hora de lutar’.

Do G1, com agências internacionais.

Subiu de 155 para pelo menos 195 o número de mortos no bombardeio de Israel sobre a Faixa de Gaza na manhã deste sábado (27), segundo os serviços de emergência palestinos.

O número de feridos chega a 300, 120 deles em estado grave, segundo o médico  Muawiya Hassanein, responsável pela emergência no território.

Em represália ao ataque israelense, o movimento islâmico Hamas lançou foguetes contra Israel. Uma civil israelense morreu e quatro pessoas ficaram feridas por um foguete que atingiu em cheio uma casa na cidade de Netivot.

Bombardeio A Força Aérea de Israel lançou um ataque aéreo com aviões e helicópteros contra alvos do movimento islâmico Hamas em toda a Faixa de Gaza às 11h30 locais (7h30 de Brasília) deste sábado.

Pelo menos 195 pessoas morreram vítimas do ataque na Cidade de Gaza e em outras cidades e campos de refugiados, principalmente no norte do território. Os hospitais confirmam mortes na Cidade de Gaza e também em Khan Younis e Rafah, no sul do território.

Reuters)

Palestinos carregam ferido após bombardeio de Israel à Faixa de Gaza neste sábado (27). (Foto: Reuters)

Veja mais fotos do bombardeio de Israel à Faixa de Gaza

O ministério israelense da Defesa confirmou o ataque, informou que não houve baixas israelenses e disse que mais ações militares contra alvos do Hamas serão tomadas se for julgado necessário.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que a operação vai ser ampliada e expandida. “Não vai ser fácil e não vai ser curto”, disse Barak. “Há tempo para a calma e tempo para a luta, e agora chegou a hora de lutar.”

O porta-voz do Exército, Avi Benyahu, afirmou que a operação “recém-começou” e que não tem prazo para terminar.

O Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos islâmicos prometeram “vingança”. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pediu a seus integrantes que “vinguem pela força” a agressão de Israel, segundo comunicado difundido por rádio.

“Todos os combatentes estão autorizados a responder à matança israelense”, disse um comunicado divulgado pela Jihad Islâmica.

O porto de Gaza e instalações de segurança do Hamas foram danificados, segundo o Hamas e testemunhas. O chefe de polícia da região, Tawfiq Jabber, teria sido morto durante o ataque.

Um dos bombardeios teria atingido um quartel onde ocorria uma cerimônia de graduação para novos membros, provocando várias mortes.

Imagens de TV mostraram corpos espalhados nas ruas e feridos sendo carregados, além de danos pesados em edifícios. Uma nuvem de fumaça negra ergeu-se da cidade.

O governo do Egito abriu a passagem de Rafah, na fronteira com Gaza, para permitir a entrada de ajuda humanitária e a saída de feridos pelo bombardeio, disseram à agência EFE fontes egípcias de segurança.

Tensão crescente

O ataque deste sábado registra o maior número de vítimas palestinas desde a Primeira Intifada, entre 1987 e 1991. Também é o maior ataque desde os confrontos de março de 2008, que mataram mais de cem pessoas ao longo de cinco dias.

O governo israelense ameaçava havia vários dias iniciar uma intervenção militar na Faixa de Gaza, depois que os grupos radicais intensificaram os disparos de foguetes contra o sul do território israelense -um deles, acidentalmente, matou duas meninas palestinas, de 13 e 5 anos.

Israel ampliou o bloqueio à Faixa de Gaza depois que o Hamas expulsou as forças da facção rival Fatah, tomando o território em junho de 2007.

Em junho de 2008, o Egito mediou uma trégua entre as duas partes. Mas, após vários incidentes de lado a lado, ela expirou no último dia 19 e acabou não sendo renovada, aumentando a tensão e a violência na região.

Repercussão

O presidente palestino, Mahmud Abbas, condenou os ataques, segundo seu porta-voz. Ele disse que iniciou uma série de “contatos urgentes” com líderes internacionais para que tentem interromper a agressão, disse Nabil Abu Rudeina à France Presse.

A Casa Branca que Israel evite baixas civis em seus ataques aéreos a Gaza e que o Hamas pare de lançar ataques contra Israel para que a violência possa cessar.

O comunicado lido pelo porta-voz Gordon Johndroe também pede ao Hamas que renuncie às atividades terroristas se quiser exercer um papel no futuro do povo palestino.

O presidente da França e da União Européia, Nicolas Sarkozy, pediu a “suspensão imediata de disparos de foguetes contra Israel, assim como dos bombardeios israelenses a Gaza”, segundo um comunicado da presidência.

O responsável pela Política Externa da União Européia, Javier Solana, pediu um “cessar fogo imediato” em Gaza, segundo um porta-voz.

Os ministros de Relações Exteriores dos países árabes anunciaram que vão realizar neste domingo, no Cairo, uma reunião de emergência para tomar posição sobre os confrontos em Gaza, informou a Liga Árabe.

A Líbia, único país árabe atualmente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, informou que vai pedir uma reunião de emergência do conselho.

A Rússia pediu a Israel que detenha a “operação de grande envergadura” em Gaza e ao Hamas que pare de lançar foguetes contra o território israelense, segundo comunicado do Ministério de Relações Exteriores.