Obama anuncia fim de operações de combate no Iraque em 2010

28/02/2009

                                                  Por Ross Colvin e Jeff Mason

 QUARTEL CAMP LEJEUNE, EUA (Reuters) – O presidente Barack Obama anunciou na sexta-feira a retirada das forças de combate do Iraque dentro de 18 meses, e apresentou uma nova estratégia que prioriza a diplomacia e o envolvimento com inimigos como Irã e Síria.

 

Encerrar a guerra do Iraque permitirá a Obama ampliar o contingente no Afeganistão, que ele declarou ser a frente principal na luta dos EUA contra o terrorismo. Ajudará também a controlar o explosivo déficit público, previsto neste ano para 1,3 trilhão de dólares.

 

“Estamos deixando o Iraque para o seu povo, e começamos o trabalho de acabar com esta guerra”, disse Obama, quase seis anos depois de as forças dos EUA derrubarem o regime de Saddam Hussein, numa busca por armas de destruição em massa que afinal não foram encontradas.

 

A guerra foi enormemente custosa para os EUA e marcou o governo de George W. Bush. Resultou na morte de 4.250 militares norte-americanos e abalou a imagem externa do país.

 

“Escolhi um cronograma que irá remover nossas brigadas de combate ao longo dos próximos 18 meses. Deixem-me dizer isso o mais claramente que eu puder: até 31 de agosto de 2010, nossa missão de combate no Iraque irá terminar”, disse Obama, diante de esparsos aplausos da plateia de cerca de 2.000 marines no quartel Camp Lejeune, na Carolina do Norte.

 

Obama disse que entre 35 mil e 50 mil soldados permanecerão no Iraque para treinar as forças locais, proteger os projetos civis de reconstrução e realizar operações limitadas de contraterrorismo.

 

Ele salientou a intenção de retirar todas as tropas até o final de 2011, conforme um acordo entre Washington e Bagdá no ano passado, e, dirigindo-se diretamente ao povo iraquiano, disse que os EUA “não reivindicam o seu território nem os seus recursos”.

 

O secretário de Defesa, Robert Gates, disse ser favorável a uma presença militar modesta dos EUA para ajudar as forças do Iraque, mesmo após 2011, desde que Bagdá solicite.

“Minha opinião é de que deveríamos estar preparados para ter uma presença modestíssima para treiná-los e ajudá-los com seu novo equipamento, e fornecendo talvez apoio de inteligência”, declarou ele a jornalistas.

 

Obama disse que Washington perseguirá uma estratégia diplomática regional, ajudará a reassentar milhões de iraquianos expulsos pela violência e tentará ajudar as lideranças locais a resolver questões políticas que dividem o país.

 

“Os Estados Unidos irão buscar um engajamento com princípios e sustentável com todas as nações da região, e isso incluirá Irã e Síria”, disse.

 

Washington acusa Irã e Síria de interferirem nos assuntos internos do Iraque, acusação que o governo local nega. O governo Bush tentou dialogar com o Irã sobre a estabilização do Iraque, mas acusações mútuas prejudicaram o processo.

 

Obama disse que a retirada de tropas passa “um claro sinal de que o futuro do Iraque agora está sob sua própria responsabilidade”.

 

“Não podemos sustentar indefinidamente um compromisso que sobrecarregou nossos militares e irá custar ao povo norte-americano quase 1 trilhão de dólares”, acrescentou.

 

(Reportagem adicional de Andy Gray, Thomas Ferraro, Susan Cornwell e Steve Holland)

Reuters


Obama ordena fim de Guantánamo e das prisões secretas da CIA

23/01/2009

Publicado em 23/01/200

Presidente assina ordem que põe fim às medidas antiterror da era Bush; Hillary anuncia enviados de paz ao Afeganistão e Oriente Médio

Afirmando que os ideais americanos “dão força e apoio moral suficientes para combater o terrorismo”, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinou ontem as ordens executivas que dão prazo de um ano para pôr fim ao campo de detenção em Guantánamo, em Cuba, e às prisões secretas mantidas pela CIA fora do país. As instalações serviam como espécie de entreposto usados antes de suspeitos serem enviados à Guantánamo.

Para que o cronograma seja cumprido, Obama terá seis meses para decidir sobre questões difíceis, como o que fazer com os terroristas que não podem ser julgados nos EUA.

Enviados

O dia de ontem também marcou o início do trabalho de Hillary Clinton à frente do Departamento de Estado. Ela anunciou que Obama escolheu o ex-embaixador na ONU Richard Holbrooke como enviado ao Paquistão e ao Afeganistão. O ex-senador George Mitchell será o enviado ao Oriente Médio. Os dois terão a difícil missão de negociar o fim dos conflitos nas regiões. Durante a apresentação, Obama discursou e ressaltou que os EUA estão “comprometidos com a segurança em Israel”. Ele também pediu a abertura das fronteiras com a Faixa de Gaza. l

GAFE OBRIGA americano A REFAZER JURAMENTO

O presidente dos EUA, Barack Obama, teve de prestar seu juramento pela segunda vez na noite de quarta-feira, já na Casa Branca, menos de 24 horas depois de tomar posse. O juramento foi refeito porque, na cerimônia oficial, algumas palavras estavam fora da sequência correta. A gafe foi cometida pelo presidente da Suprema Corte dos EUA, Robert Johnson, o que induziu Obama ao erro. Johnson, também novato na cerimônia, inverteu a ordem de palavras na parte do juramento que diz: “Juro solenemente desempenhar com toda a fidelidade o cargo de presidente dos EUA”. Ele falou “presidente dos EUA” antes de “toda a fidelidade”. O juramento foi refeito para evitar complicações jurídicas.

Na presença de seus assessores, Obama assina ordem executiva que muda a política de combate ao terror
ap

Falha nossa: ante o juiz Robert Johnson, Obama refaz o juramento
DIVULGAÇÃO/CASA BRANCA

(da redação)

Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=10,32023